Umidade do ar no Noroeste atinge mesmo nível do Deserto do Saara

No Saara, umidade relativa do ar fica entre 10% e 15%; Já em Cambuci, índice chegou a 12% neste sábado (14)

A estiagem na região continua se agravado. Apenas neste sábado, até às 15h, o Corpo de Bombeiros de Itaocara havia sido acionado para três incêndios em matas, sendo que todos ocorrem ao mesmo tempo. Também por volta das 15h, a única estação meteorológica oficial do INMET no Noroeste, situada em Cambuci, registrava apenas 12% de umidade relativa do ar.

O índice da umidade do ar na região é o mais baixo já registrado e pode ser comparado ao maior deserto do mundo (depois das regiões polares), o Saara, na África. Lá, a umidade do ar normalmente fica entre 10% e 15%.

 
 


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, índice abaixo dos 60% não é recomendado para a saúde humana, e abaixo dos 30% já começa a trazer problemas, principalmente respiratórios. A recomendação é evitar atividades ao ar livre, ambientes com aglomeração de pessoas e principalmente, ingerir muita água e comidas leves, como frutas frescas.

Estiagem severa

Em Itaocara, a última chuva forte foi em maio. De lá para cá, apenas pancadas rápidas e isoladas atingem o município, que foi o primeiro a decretar situação de emergência no Rio de Janeiro. Também decretaram emergência em seguida: Miracema, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis e Bom Jesus do Itabapoana.

De acordo com dados da estação meteorológica do Engenho Central Laranjeiras, até o final de setembro o acumulado pluviométrico do ano estava 69,5% abaixo da média histórica. Se a situação de estiagem continuar até dezembro, 2017 será o ano mais seco desde 1950, quando o Engenho Central passou a monitorar as chuvas. Até então, apenas em 1956 choveu menos, 560,1 milímetros.

(*) Com informações da Folha Itaocarense






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