Dono de escolinha de futebol é acusado de abusar sexualmente de sete alunos

O homem é suspeito de abusar de seus alunos durante mais de 10 anos. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime

Já foram identificadas pela Policia Civil de Diamantina, cidade da Região Central do estado, sete vítimas de W. L. F. S., de 34 anos, proprietário de uma escolinha de futebol da cidade, preso pela suspeita de abusar sexualmente dos seus alunos. A informação foi divulgada, na quarta-feira (14) pela, delegada Kíria Silva Orlandi, que investiga o caso.

Segundo a delegada, a Polícia Civil recebeu denúncias de que o homem, conhecido na cidade pelo apelido de “Madruga”, abusava dos seus alunos durante mais de 10 anos, desde que criou a escolinha de futebol. O homem, que está preso temporariamente, desde quinta-feira passada, em depoimento, teria admitido as prática sexuais contra os alunos.

 
 


A delegada revelou que as vítimas eram crianças na faixa de 11 a 13 anos e o dono da escolinha recorria a “treinos individuais” para cometer os crimes sexuais. “Segundo os depoimentos das vítimas, ele alegava que alguns meninos necessitavam de mais treinamento para melhorar o potencial físico e que esse treino precisava ser individual. Aí, praticava os abusos”, descreveu Kíria Orlandi.

Um dos alunos, com um telefone celular escondido, filmou o treinador praticando o abuso sexual. As imagens estão em poder da corporação. Das sete vítimas identificadas até agora, duas foram ouvidas nesta quarta-feira.

Além disso, na casa do treinador, a Polícia Civil apreendeu computador, pen drive e outros objetos eletrônicos. O material ainda será periciado, a fim de verificar a presença de imagens de pornografia que envolvam crianças e adolescentes.

A delegada Kíria Orlandi disse que, com a divulgação do caso, a expectativa é que venham aparecer novas vítimas, levando em conta o “modus operandi” e o tempo de atuação do suspeito na cidade. A orientação é que as famílias se apresentem na delegacia da Mulher de Diamantina, para relatar as denúncias.

Ainda de acordo com a policial, o dono da escolinha de futebol alegava que mantinha um “trabalho social” e não cobrava mensalidades de crianças de baixa renda. A delegada informou ainda que o suspeito prestou depoimento e apenas admitiu os abusos sexuais dos seus alunos, mas fornecer outros detalhes e também não revelou a sua orientação sexual.

A reportagem tentou falar com a defesa do dono da escolinha de futebol de Diamantina. Um advogado da cidade ouvido pelo Estado de Minas disse que chegou a ser procurado pela família, mas que ainda não foi formalmente constituído. Por isso, ainda não poderia falar sobre o caso.

(*) Com informações do Estado de Minas






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