Evangélicos de Itaperuna comemoram o Dia da Bíblia – Um Livro sempre atual

Em Itaperuna, uma das maiores cidades com concentração evangélica do estado do Rio de Janeiro, o Dia da Biblia foi comemorado no monumento no Centro da capital do Noroeste Fluminense. Vários cristãos se reuniram em uma concentração de Igrejas do CONPAI para agradecer pelo livro da Fé Cristã.

Ouvi de um ilustre colega: “Nada existe mais novo do que o evangelho”. Realmente, há mais de 20 séculos anunciado, continua sendo “novas de grande alegria” (Lucas 2.10). A mensagem angelical, que as igrejas recordarão neste dezembro, não se desatualiza. É o velho-novo, atualíssimo.

A Bíblia dispensa reformulações conceituais. Sua mensagem escapa à contingência da caducidade, ao contrário de livros didáticos e outros, sujeitos a periódicas revisões impostas por novas pesquisas que corrigem conceitos de validade vencida. Leituras tendenciosas, ou de analfabetos funcionais, podem conduzir ao racionalismo cético e fanatismo irracional. Lamenta-se que certos paradigmas doutrinários e éticos de má qualidade rejeitem a mediação do bom senso. Uma radical liberdade no pensar e no agir repele a supervisão idônea e reduz a fé bíblica. O livre-pensador costuma radicalizar e tornar-se “dono da verdade”. O liberalismo bate de frente com a boa ortodoxia. O relativismo fecha a mente a verdades absolutas e facilmente ganha espaço.

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Sem menosprezo aos acessórios significativos, presentes também na Bíblia, jamais lhes seja oferecido o lugar do essencial, nem o provisório substitua o permanente. Não se confunda o fugaz com o eterno, seja na Bíblia, seja fora dela. Perceba-se quando a construção fria de uma frase pareça encobrir um recado aquecido pelo Espírito. Evite-se, de outra parte, infundir espírito onde haja somente letra, maximizando rituais vazios e efêmeros e minimizando conteúdos substanciais e perenes.

 
 


Aos cristãos fica bem o cultivo de uma atitude reverente e reflexiva no uso da Bíblia, crendo na suficiência dos registros sacros e descartando pretensiosas revelações complementares. É de estarrecer a proliferação de confissões religiosas desvinculadas de lideranças esclarecidas e tementes ao Senhor da Igreja, algumas delas propondo inovações incoerentes com a Revelação.

O Mestre aprova “todo escriba instruído a respeito do reino dos céus” (Mateus 13.52), e Paulo cobra dos obreiros o bom manejo da Palavra e aptidão para o ensino (II Timóteo 2.15; I Timóteo 3.2).

A Palavra inspirada há de continuar como ponto de convergência, o referencial maior, a principal fonte de aprendizagem em cada ciclo da História. Para tanto, ela não dispensa a contextualização adequada, que demanda uma exegese criteriosa e confiável, confirmando sua comprovada atualidade.

(*) Por: Francisco Mancebo Reis e edição de Rádio Itaperuna Gospel FM






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