Comemoração do Dia da Bíblia – Um Livro sempre atual

Por Redação - Rádio Gospel FM



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Ouvi de um ilustre colega: “Nada existe mais novo do que o evangelho”. Realmente, há mais de 20 séculos anunciado, continua sendo “novas de grande alegria” (Lucas 2.10). A mensagem angelical, que as igrejas recordarão neste dezembro, não se desatualiza. É o velho-novo, atualíssimo.

A Bíblia dispensa reformulações conceituais. Sua mensagem escapa à contingência da caducidade, ao contrário de livros didáticos e outros, sujeitos a periódicas revisões impostas por novas pesquisas que corrigem conceitos de validade vencida. Leituras tendenciosas, ou de analfabetos funcionais, podem conduzir ao racionalismo cético e fanatismo irracional. Lamenta-se que certos paradigmas doutrinários e éticos de má qualidade rejeitem a mediação do bom senso. Uma radical liberdade no pensar e no agir repele a supervisão idônea e reduz a fé bíblica. O livre-pensador costuma radicalizar e tornar-se “dono da verdade”. O liberalismo bate de frente com a boa ortodoxia. O relativismo fecha a mente a verdades absolutas e facilmente ganha espaço.

Sem menosprezo aos acessórios significativos, presentes também na Bíblia, jamais lhes seja oferecido o lugar do essencial, nem o provisório substitua o permanente. Não se confunda o fugaz com o eterno, seja na Bíblia, seja fora dela. Perceba-se quando a construção fria de uma frase pareça encobrir um recado aquecido pelo Espírito. Evite-se, de outra parte, infundir espírito onde haja somente letra, maximizando rituais vazios e efêmeros e minimizando conteúdos substanciais e perenes.





Aos cristãos fica bem o cultivo de uma atitude reverente e reflexiva no uso da Bíblia, crendo na suficiência dos registros sacros e descartando pretensiosas revelações complementares. É de estarrecer a proliferação de confissões religiosas desvinculadas de lideranças esclarecidas e tementes ao Senhor da Igreja, algumas delas propondo inovações incoerentes com a Revelação.

O Mestre aprova “todo escriba instruído a respeito do reino dos céus” (Mateus 13.52), e Paulo cobra dos obreiros o bom manejo da Palavra e aptidão para o ensino (II Timóteo 2.15; I Timóteo 3.2).

A Palavra inspirada há de continuar como ponto de convergência, o referencial maior, a principal fonte de aprendizagem em cada ciclo da História. Para tanto, ela não dispensa a contextualização adequada, que demanda uma exegese criteriosa e confiável, confirmando sua comprovada atualidade.

(*) Por: Francisco Mancebo Reis

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