<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Radio Itaperuna FM &#187; Artigos</title>
	<atom:link href="http://radioitaperunafm.com/site/category/artigos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://radioitaperunafm.com/site</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Sep 2010 15:47:11 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O eleitor também tem que ter Ficha Limpa?</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2010/09/08/o-eleitor-tambem-tem-que-ter-ficha-limpa/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2010/09/08/o-eleitor-tambem-tem-que-ter-ficha-limpa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 15:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=4641</guid>
		<description><![CDATA[
O Congresso Nacional aprovou a Lei Complementar 135, de  04.06.2010, de iniciativa popular que foi denominada de Lei da Ficha Limpa, à  qual exige que os candidatos a cargo eletivo tenham um passado sem condenações  judiciais, por um Colegiado de Juízes, numa perspectiva da vigência dos  princípios da moralidade administrativa e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_4536" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-medium wp-image-4536" title="Gilberto" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2010/08/Gilberto1-236x300.jpg" alt="Dr. Gilberto Garcia" width="236" height="300" /><p class="wp-caption-text">Dr. Gilberto Garcia</p></div>
<p>O Congresso Nacional aprovou a Lei Complementar 135, de  04.06.2010, de iniciativa popular que foi denominada de Lei da Ficha Limpa, à  qual exige que os candidatos a cargo eletivo tenham um passado sem condenações  judiciais, por um Colegiado de Juízes, numa perspectiva da vigência dos  princípios da moralidade administrativa e da ética no trato da coisa comum, para  os exercentes de mandatos públicos.</p>
<p>Os Tribunais de Justiça de vários  estados vetaram candidaturas de diversos cidadãos, os quais foram condenados nos  mais variados processos, sendo que alguns deles estão concorrendo no pleito  eleitoral, ainda que com as candidaturas “sub judice”, ou seja, pendente de  decisão judicial definitiva, eis que, o Tribunal Superior Eleitoral julgou neste  mês de agosto que os efeitos dela se aplicam as condenações ocorridas antes da  aprovação Lei da Ficha Limpa, cabendo agora ao Supremo Tribunal Federal fixar  definitivamente seu alcance legal-temporal.</p>
<p>Desta forma, como sociedade,  agora também pela Lei da Ficha Limpa exigimos que os cidadãos que se colocam à  disposição no sistema democrático para representar o povo no exercício de  mandatos eletivos tenham autoridade, ou seja, um passado que os recomende,  revestido de idoneidade, para administrar a coisa pública, o que é altamente  salutar, para nossa estrutura social, que pressupõe pessoas que tenham espírito  cívico, voltado para os interesses da sociedade civil.</p>
<p>Anote-se que estes  candidatos são cidadãos que se destacam em suas atividades profissionais,  movimentos sociais, sindicais, comunitários, moradores, religiosos, estudantil,  empresariais, artísticos, esportivos etc, e mesmo para a convivência em  sociedade, o princípio da boa fé é que deve nortear as relações sociais,  inclusive nos negócios, nas transações, no exercício profissional, nos  envolvimentos de fé etc.</p>
<p>Assim os cidadãos-candidatos têm sua origem  entre os cidadãos-eleitores, os quais se pressupõe tenham Ficha Limpa, seja no  sentido social, seja no sentido legal, não tenha nome no SPC/SERASA, não tenha  passado cheque sem fundos, não tenha carteira de motorista sem ter feito as  provas e exame de direção do DETRAN, não beba bebida alcoólica antes de dirigir,  não tenha sido aprovado em exame escolares ou concurso público através de meios  ilegais, não chegue atrasado todo dia no trabalho ou não seja preguiçoso em sua  atividade profissional, não deixa de cumprir com as obrigações legais com seus  empregados &#8211; colaboradores.</p>
<p>Nesta percepção de que os candidatos são  cidadãos e que é a própria sociedade que estabelece os princípios que a norteia,  é que se pergunta: O eleitor também tem que ter Ficha Limpa? ou, como sociedade,  por conveniência, entendemos que só os cidadãos-candidatos necessitam ter Ficha  Limpa?!.</p>
<p>Esta perspectiva proposta visa exatamente inverter os lados, e  provocar o cidadão- eleitor para que ele se “olhe no espelho” e perceba a  necessidade de ter autoridade para exigir do cidadão-candidato um comportamento  ilibado e uma vida digna, que corresponda com os anseios da sociedade, sem  deixar de ter a ótica de que a exigência colocada é pertinente na medida em que  este cidadão-candidato irá administrar aquilo que é público, e não particular,  mas que o princípio ético deve ser o mesmo, direcionado para o bem comum, numa  visão igualitária.</p>
<p>Por isso, muitas das vezes temos dificuldades de  entender inúmeras leis que são aprovadas, as quais muitas das vezes estão  totalmente desconectadas da realidade social, diferente da Lei da Ficha Limpa,  que foi fruto de uma grande mobilidade popular, tendo encontrado eco no  Congresso Nacional, que acabou aprovando à mesma apesar da proximidade das  eleições, em função da preocupação da sociedade de que os cidadãos que exercem  cargos públicos devem cumprir os princípios da moralidade administrativa, sendo  cidadãos-candidatos inatacáveis.</p>
<p>E os cidadãos-eleitores que não  respeitam os vizinhos, especialmente no que tange a Lei do Silêncio, compram  produtos piratas e utilizam rádios piratas, subornam o guarda de transito para  não serem multados, não pagam suas contas em dia, vende carros com defeito sem  dar ciência ao comprador, deixando de cumprir com seus deveres sociais, tem  autoridade de exigir dos cidadãos-candidatos Ficha Limpa?</p>
<p>Nestas eleições  de 2010 quando estaremos elegendo um presidente, juntamente com o  vice-presidente, um governador e um vice-governador, dois senadores, um deputado  federal, e um deputado estadual, que possamos votar em cidadãos-candidatos Ficha  Limpa, como sendo um reflexo de um importante esforço de toda a sociedade, no  exercício da ética como sendo um mote social, à qual deve ser aplicar de igual  maneira aos cidadãos-candidatos como para os  cidadãos-eleitores.</p></div>
<div>Direito Nosso: Gilberto Garcia é Advogado, Pós-Graduado,  Mestre em Direito. Especialista em Direito Religioso, Professor Universitário,  Conselheiro Estadual da OAB/RJ: 2007/2009, e, Membro Efetivo do Instituto dos  Advogados Brasileiros. Autor dos Livros: &#8220;O Novo Código Civil e as Igrejas&#8221;  (2003) e &#8220;O Direito Nosso de Cada Dia&#8221; (2004), Editora Vida, e, &#8220;Novo Direito  Associativo&#8221; (2007), e, ainda Co-Autor na Obra Coletiva: &#8220;Questões  Controvertidas &#8211; Parte Geral do Código Civil&#8221; (2007), Editora Método, além do  DVD &#8211; &#8220;Implicações Tributárias das Igrejas&#8221; (2008), Editora CPAD. Site: <a title="http://www.direitonosso.com.br/ CTRL + Clique para seguir o link" rel="external" href="http://www.direitonosso.com.br/">www.direitonosso.com.br</a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2010/09/08/o-eleitor-tambem-tem-que-ter-ficha-limpa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Socorro, quero um culto velho &#8211; A força da ignorância (ou: socorro, não aguento mais cantar corinhos!)</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2010/05/16/socorro-quero-um-culto-velho-a-forca-da-ignorancia-ou-socorro-nao-aguento-mais-cantar-corinhos/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2010/05/16/socorro-quero-um-culto-velho-a-forca-da-ignorancia-ou-socorro-nao-aguento-mais-cantar-corinhos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 May 2010 00:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=3729</guid>
		<description><![CDATA[Vivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado. Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3730" class="wp-caption alignleft" style="width: 177px"><img class="size-full wp-image-3730" title="Isaltino" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2010/05/Isaltino.jpg" alt="Isaltino Gomes Coelho Filho" width="167" height="167" /><p class="wp-caption-text">Isaltino Gomes Coelho Filho</p></div>
<p>Vivemos mesmo numa época de ignorância, de obscuridade intelectual e de irracionalismo. Infelizmente, a ignorância tem se tornando jóia cultivada neste país, e os mais pensantes são cada vez mais postos de lado. Quando um político de expressão nacional diz que livro é como academia de ginástica: a gente olha e foge, é porque a coisa ficou feia mesmo. O pior é que a ignorância é cultivada com arrogância. Parece que quanto mais ignorante, mais digno de crédito. E a espiritualidade evangélica tem se distanciado do pensar, que tem sido cada vez mais visto como ato carnal, quando não diabólico. A ignorância está em alta. Está difícil ser evangélico, também, hoje, a quem é pensante.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Ouvi no noticiário televisivo: um rapaz de vinte e poucos anos, gaúcho, estudante de Teologia na Bolívia, desapareceu nos Andes, quando fora escalar uma montanha de 6.300 metros. O rapaz não tem experiência alguma de alpinista, e ainda assim foi sozinho porque, segundo a mãe, queria ter uma experiência com o Espírito Santo, queria encontrar o Espírito Santo. Como achou que ele é boliviano e mora nos Andes foi fazer a escalada.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Com todo respeito: o que leva a uma pessoa a sair do Rio Grande do Sul onde há bons seminários, passando pelo Paraná, onde também os há, e ir estudar Teologia na Bolívia? Respeitosamente: desde quando a Bolívia tem expressão em ensino teológico? Este jovem não tinha um pastor que o orientasse? E o que leva alguém, sem experiência alguma, a escalar sozinho uma montanha de 6.300 metros para encontrar o Espírito Santo? De onde lhe veio a idéia de que numa montanha encontraria o Espírito? E como convertido e aparentemente vocacionado, ainda não encontrara o Espírito? O que ensinaram a este jovem na igreja e depois no seminário? Sei que a família está sofrendo e que é hora de consolar, mas não posso deixar de dizer: quanta gente tonta, sem noção das coisas, e usando a espiritualidade como pretexto para a falta de juízo! Mas isto é reflexo do cristianismo que pregamos e cantamos hoje em dia. Cantamos autênticos absurdos teológicos e que se chocam contra a Bíblia, e ficamos por isto mesmo. As pessoas não pensam no que cantam, mas se apenas o ritmo é bom, agitado e as faz sentirem-se bem.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Temos um cristianismo cada vez mais sem Cristo, e cada vez mais com o Espírito Santo, sendo que por Espírito Santo as pessoas entendem uma experiência extra-sensorial. Porque uma experiência com o Espírito aproxima mais de Cristo, pois esta é sua missão. O evangelho está se tornando um ajuntamento de sentimentos, sensações, experiências místicas. Culpo um púlpito que não é exegético e corinhos ingênuos e até tolos. Os muitos corinhos que enxameiam nossa liturgia nos fazem cantar tantas inconveniências que fico abismado que pessoas razoavelmente lúcidas em sua vida secular cantem aquelas letras. Boa parte delas é confusa, sendo difícil ligar uma linha à outra. Pessoas que são professores cantam tantos erros de português, em que “tua” e “sua”, que são pessoas diferentes, se misturam e por vezes nem se sabe quando se fala de Deus ou de alguma outra pessoa. Raramente se fala de Jesus, e quando se fala dá para notar que Jesus é cada vez mais um conceito para dentro qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média, que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, subir o monte de Sião, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins, uma série de expressões que não fazem sentido algum. Mas os compositores estão acima da crítica, mesmo quando fazem coisas ridículas, como andar de quatro em público. E quem canta os tais corinhos se sente bem. E também não aceita correção. Quem tenta corrigi-los em suas heresias e tolices é vaidoso, carnal, fossilizado, etc. O que vale não é se o que se canta é certo, mas se faz bem. As pessoas querem se sentir bem e ter alguma experiência. O conteúdo do que se canta é irrelevante. Sendo honesto: não agüento mais cantar corinhos! Chamem-me de vaidoso ou pernóstico, que não fará diferença, mas a maior parte dos corinhos, mesmo que na nova semântica se chamem pomposamente de louvor, é uma ofensa a quem sabe ler e interpretar um texto e tem uma noção mínima de conteúdo da Bíblia.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />“Eu tenho a força”, bradava He-Man. Uma força mística, não divina, mas uma energia cósmica. Parece-me que é essa força espiritual que as pessoas buscam. Eles não querem aprofundamento no evangelho nem estudar a Bíblia. Eles querem sensações e experimentar uma força. O evangelho está se diluindo no esoterismo que grassa no mundo atual.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Esta é uma palavra especial aos pastores e ministros de música, que julgo eu, são as pessoas mais responsáveis pelo que acontece e que podem mudar a situação. Quero alinhavar algumas sugestões e lhes peço, respeitosamente, que pensem nelas.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />1. FUJAM DO COPISMO<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Chacrinha dizia que “na televisão nada se cria, tudo se copia”. No cenário evangélico também. Há uma usina produtora de corinhos, de forma comercial, que massifica nossas igrejas. Nossos jovens cantam as mesmas coisas vazias em todos os lugares. Em várias igrejas se vê a mesma deselegância de adolescentes robustas, saltitando, num monte de véus, no que pretende ser uma coreografia, mas que mostra gestos descoordenados e deselegantes. Chega a ser triste de ver as pessoas saltitando sem habilidade e com uns gestos que nada têm a ver com o ritmo da música. E a gente fica sem saber o que fazer: se olha as jovens pulando, se pensa no que está cantando, se nota as figuras do multimídia, ou os erros de português das letras, ou ainda o embevecimento do chamado “grupo de louvor”, que volta atrás, repete uma estrofe (quando há estrofe), tremelica a voz, faz ar de quem está sentindo dor. Mas é o padrão na maior parte das igrejas. Parece um shiboleth. Quem não faz assim corre risco de ser execrado. Porque os detentores da verdade litúrgica inovadora são fundamentalistas: fora do modelo deles não há louvor nem espiritualidade. Mas eu pergunto: é preciso fazer tudo igual? Convencionou-se que sim, porque ser antiquado é uma ofensa inominável. E para alguns, fora do padrão corinhos e danças tudo é velharia e não há espiritualidade.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Se você é líder e não concorda, diga que não concorda. Não ceda por medo. Há pastores que têm medo de perder o pastorado e cedem a direção do culto aos jovens. Eles cantam, cantam, e depois se sentam e se desligam do resto da atividade, quando não saem do templo. Há um descompasso entre o que se cantou e o que se prega. Porque se canta um evangelho muito diluído. Há pastores que têm medo de perder o rebanho, massificado por este padrão, e o usam. Tenho ido a igrejas em que pastores ficam alheios aos corinhos (recuso-me a chamá-los de “louvor”), mas dizem-me candidamente: “Eu não gosto, mas o pessoal gosta”. Ele deixa de ser o orientador do povo e passa a ser um garçom que serve o que o povo gosta. Ministro de música também age assim. E também está errado. Se estudou música e passou por um seminário deve ter uma proposta de liturgia menos medíocre e que atenda a todas as faixas etárias da igreja. É sua responsabilidade. Nossos cultos estão sendo empobrecidos pelos corinhos. A música é de baixa qualidade e as letras são aguadas. Os corinhos são cada vez mais efêmeros. Ministro de música, não copie a pobreza musical e intelectual dos corinhos. Pensar não é pecado. E ser inteligente também não é. Se os “levitas” podem discordar dos que chamam depreciativamente de “conservadores”, por que nós, conservadores, não podemos discordar dos “mediocrizadores” da música evangélica?<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />2. O QUE A BÍBLIA DIZ?<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Tudo na igreja deve ser submetido ao crivo da Bíblia, inclusive o que se canta. Os compositores não estão escrevendo uma nova revelação e estão sujeitos ao crivo da Bíblia. Devem ser humildes e não pensarem de si como oráculos de Iahweh. Quem queira subir o monte santo de Sião deve ler Hebreus 12.22-29 e ver que ele é um símbolo do evangelho, da igreja de Deus, e que cada crente já está nele. O monte Sião não tem nada para nós. Quem queira subir acima dos querubins deve ler Isaías 14 e verificar que alguém quis fazer isto no passado e foi expulso do céu. Quem cante “Quero ver a tua face, quero te tocar”, deve se lembrar que Deus disse a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êx 33.20).<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />As primeiras declarações de fé da igreja foram expressas em cânticos. Muitas afirmações litúrgicas do Novo Testamento foram expressões teológicas que firmaram os cristãos. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. São cânticos que ficam na mente e muita gente está subindo o monte porque canta isto. A igreja precisa cantar sua fé e sua fé está na Bíblia. Toda letra de cântico deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente nem se o que ela canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />O conteúdo do evangelho foi muito definido: Cristo crucificado. Mas pouco se cantam Cristo e a sua cruz. Precisamos cantar o ensino da Bíblia. “Doce canto vem no ar com a primavera, Flores lindas vão chegar com a primavera, Lírios, dálias e alecrins, Violetas e jasmins, O sol vai brilhar, passarinhos vão cantar, Com a primavera”. O que isto tem a ver com Cristo, com a salvação, com a segurança dos salvos?<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Temos abandonado a Bíblia como fonte de doutrina, trocando-a por revelações e sonhos de gurus. Temo-la abandonado como inspiradora de modelo gerencial para a igreja, assumindo padrões de administração humana. Muita pregação, mesmo com ela sendo lido, é apenas emissão de conceitos culturais, e sendo ela mero pretexto para o discurso. E temo-la deixado de lado como balizadora do que cantamos. A função do cântico não é distrair as pessoas nem fazê-las sentir-se bem no culto, mas ensinar as grandes verdades de Deus. O culto deve ser doutrinador, sim. Preguei num congresso de jovens em Manaus, e deselegantemente, o dirigente tomou a palavra após minha fala e disse: “Não me interesso por doutrina, e sim por Jesus”. Pedi o microfone de volta e fiz uma pergunta: “Sem doutrina, que Jesus você tem?”.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Com nossos cânticos atuais, não temos Jesus. Em muitos deles temos um espírito de grupo, uma cultura grupal ou um Espírito que mais se parece com a Força de He-Man que com o Espírito Santo. É preciso subordinar tudo ao crivo da Bíblia. O evangelho está se tornando cada vez menos bíblico e mais sentimental. Porque está faltando Bíblia.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />3. NÃO DESPREZE SUA HERANÇA TEOLÓGICA E LITÚRGICA<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />O terceiro aspecto que abordo é este: não despreze sua herança teológica e litúrgica. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Mas há uma tradição que enriquece e que dá balizamento. O evangelho não começou agora. A igreja não surgiu há alguns poucos anos. Os momentos de louvor e adoração não foram criados agora. Muitos deles, no passado, deixaram marcas profundas de avivamentos que impactaram a sociedade.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Até agora caí de tacape e borduna nos corinhos, sem abrir espaço para reconhecer que alguns sejam bons. Foi de propósito. Creio que consegui um pouco de atenção. Creio que há cânticos bons e que trazem conceitos espirituais seguros. São coerentes, biblicamente falando. E respeitam a herança teológica do protestantismo. Porque este critério também tem valor: os cânticos estão reafirmando nossa fé ou modificando a nossa fé? Infelizmente, a maioria me deixa desconfortado: não os canto porque não expressam minha fé, a fé em que fui criado, a “bendita fé de nossos pais”, como diz um hino.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Nós temos um passado e não podemos fugir dele. A ignorância do passado leva a cometer os mesmos erros cometidos. Houve uma longa luta para firmar o cânon do Novo Testamento, e precisamos lembrar que é ele que interpreta o Antigo. Muita gente tem cantado o Antigo Testamento, mas nós somos cristãos. Nós cantamos a fé em Cristo. Se o Antigo Testamento é pregado, deve ser interpretado pelo Novo. Se o Antigo é cantado, deve ser interpretado pelo Novo. Estão querendo rejudaizar o evangelho, questão que a igreja já resolvera em Atos 15 e contra a qual Paulo escreveu a sua mais dura carta, a epístola aos gálatas. Somos filhos do Novo Testamento, e não do Antigo. Somos filhos dos evangelhos e das epístolas, e não de Salmos, embora Jesus os usasse. Mas seu próprio jeito de usar os salmos nos orienta: ele os reinterpretou em sua pessoa. Cantemos Jesus, cantemos a fé cristã e não meras sensações, cantemos a cruz, o túmulo vazio, o perdão dos pecados. Cantemos a Igreja, e não Israel. Somos cristãos e não judeus. Cantemos que “a cruz ainda firme está e para sempre ficará”.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Somos salvos pela graça por meio da fé em Cristo. Não somos salvos pelo Espírito Santo nem por uma experiência litúrgica. O Espírito é uma pessoa e não sensações: “O Espírito Santo se move em você com gemidos inexprimíveis” é algo sem sentido. Ele geme por nós, em oração, com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26). Mas não se move dentro de nós, com gemidos. O ponto central do evangelho é Cristo e sua cruz. Este é nosso tesouro teológico, herança à qual devemos nos agarrar. Qualquer cântico que deslustre isto, que diminua Jesus, que esmaeça a cruz, é blasfêmia. Não quero cânticos de auto-ajuda. Quero Jesus e sua cruz. Quem tem Jesus não precisa de muletas emocionais. Quero cânticos bíblicos, de acordo com a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd 3).<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />CONCLUSÃO<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Sei que foi uma palestra dura. Não vou me desculpar porque o que eu disse é o que eu creio. Sim, estou cansado da ditadura litúrgica que me parece associada a um fundamentalismo: só nós sabemos o que é espiritual e vocês estão fora, são do passado, são frios, são formais. Eu me recuso a cantar bobagens com roupagem espiritual. E desafio vocês a restaurarem a liturgia com conteúdo, com ensino. Desafio-os a não cederem à força da pobreza litúrgica que nos avassala.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Há algo mais comovente e com mais conteúdo que “Castelo Forte”, “Aleluia”, “Amazing Grace”? Por que a ditadura dos corinhos? Por que, no natal, sou obrigado a cantar que quero voar nas asas do Espírito? Que os compositores de corinhos componham música de boa qualidade com letras de conteúdo, e ajustada às épocas, também. Os corinhos são monocromáticos. Dizem sempre a mesma coisa. Nunca ouvi um exortando à confissão de pecados, falando do natal, da dedicação de crianças, da semana da paixão, de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. Tudo é igual: louvar, adorar, contemplar, sentir-se bem. Não permitam a monocromia, que é sinal de pobreza.<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />Escrevi, tempos atrás, um artigo intitulado “Quero uma igreja velha”. Esta palestra é um desabafo e um pedido de ajuda: “Socorro, quero um culto velho”. Com a Bíblia exposta, com solenidade, com cânticos com nexo, com os grandes hinos de nossa fé, com Cristo e sua cruz brilhando. Sim, estou cansado da liturgia atual, que é pobre e alienante.</p>
<p>Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, 15.11.8<br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" /><br style="font-family: Verdana, Arial, Sans, sans-serif; font-size: 1em; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" />http://www.isaltino.com.br/2008/11/a-forca-da-ignorancia-ou-socorro-nao-aguento-mais-cantar-corinhos/</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2010/05/16/socorro-quero-um-culto-velho-a-forca-da-ignorancia-ou-socorro-nao-aguento-mais-cantar-corinhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As Igrejas e as obrigações legais</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/15/as-igrejas-e-as-obrigacoes-legais/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/15/as-igrejas-e-as-obrigacoes-legais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=2248</guid>
		<description><![CDATA[No Brasil vige o princípio constitucional da separação Igreja-Estado, não podendo o Estado, intervir com relação à eleição e/ou nomeação dos oficiais da Igreja, sejam apóstolos, bispos, pastores, ministros, diáconos, presbíteros, evangelistas etc, para os quais não existe qualquer regramento legal, tendo a Organização Religiosa, qualquer seja sua confissão de fé, toda a autoridade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2249" title="Gilberto" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2010/02/Gilberto.jpg" alt="Gilberto" width="200" height="254" />No Brasil vige o princípio constitucional da separação Igreja-Estado, não podendo o Estado, intervir com relação à eleição e/ou nomeação dos oficiais da Igreja, sejam apóstolos, bispos, pastores, ministros, diáconos, presbíteros, evangelistas etc, para os quais não existe qualquer regramento legal, tendo a Organização Religiosa, qualquer seja sua confissão de fé, toda a autoridade de estabelecer os critérios para o exercício destas funções eclesiásticas, em face da garantia da ampla liberdade religiosa constitucional.</p>
<p>É vital registrar que, para o ordenamento jurídico brasileiro, a Igreja é pessoa jurídica de direito privado, como disciplinado no Código Civil, e sua diretoria estatutária responde judicialmente pelos danos causados a Instituição de Fé, aos membros e a terceiros, independente de ter havido culpa (ação involuntária) ou dolo (ato intencional) pelo causador, pois desde a Constituição Federal de 1988, graças a Deus, vivemos num Estado Democrático de Direito.</p>
<p>Destacamos, para exemplificação algumas áreas e aspectos legais nas quais as Igrejas, Entidades Eclesiásticas ou Instituições de Fé, estão obrigadas a respeitar, tais como quaisquer organizações associativas, junto ao Estado, como a <strong>civil: </strong>orientar que só os membros civilmente capazes, em geral os maiores de 18 anos, devem participar de assembléias deliberativas, votando ou sendo votados, podendo legalmente ser eleitos para quaisquer cargos de diretoria estatutária, conselho fiscal, conselho de ética etc;</p>
<p><strong>Estatutária</strong>: ter o Estatuto Associativo averbado no Cartório do RCPJ, que é uma espécie de Certidão de Nascimento da Organização Religiosa o qual possibilita o cumprimento de deveres e o exercício de direitos, inclusive na obtenção de seu CNPJ na Receita Federal; <strong>associativo</strong>: que os membros devem possuir um exemplar do Estatuto, onde constam seus direitos e deveres, e que a exclusão dos membros deve ser efetivada com procedimentos bíblicos e legais, sob pena de reintegração por descumprimento estatutário e processo de dano moral por exposição ao vexame público etc.</p>
<p>Seguem outras áreas, como a <strong>tributário</strong>: direito à imunidade da Pessoa Jurídica, com relação a impostos, e obrigatoriedade de apresentação da declaração de imposto de renda anual, além de reter e recolher ao Fisco o imposto devido pelo pastor, ministros e funcionários; <strong>trabalhista</strong>: registrar a Carteira de Trabalho dos seus prestadores de serviço, pagando seus direitos em dia etc; <strong>previdenciário</strong>: quitar mensalmente as contribuições sociais de seus empregados, e, facultativamente de seus pastores e ministros etc; <strong>administrativa: </strong>respeito às atribuições dos diretores estatutários &#8211; presidente, vice-presidente, secretários, tesoureiros, conselho fiscal, conselho de ética, no cumprimento de suas funções, realização de assembléias periódicas, manutenção dos livros de atas etc.</p>
<p>E, finamente, mais algumas, como a <strong>criminal</strong>: evitar e inibir a pratica de ilícitos penais, por sua liderança ou fiéis, tais como a prática do charlatanismo, respeito lei do silêncio etc; <strong>financeiro</strong>: não expor, de forma vexatória, lista pública de dízimistas ou não, sendo importante à instituição de um Conselho Fiscal, com a prestação de contas das contribuições recebidas, com a apresentação de balanços contábeis periódicos aos membros; <strong>imobiliária</strong>: reunir-se em local que possua Alvará, onde houver exigência legal, e/ou “Habite-se” da construção, junto à prefeitura, vistoria do Corpo de Bombeiros etc;</p>
<p><strong>Responsabilidade civil</strong>: manutenção de instalações de alvenaria, elétricas e hidráulicas em bom estado de conservação, extintores de incêndio, saídas de emergências etc, sendo recomendado, a contratação de um seguro contra incêndio e acidentes no templo e dependências da Igreja; além da <strong>obrigação moral </strong>e <strong>espiritual</strong>relativa aos pastores e ministros religiosos que devem ser sustentados condignamente através dos rendimentos eclesiásticos.</p>
<p>Que possamos “<em>Dar a César o que de César e a Deus o que de Deus</em>”, sendo exemplo dos fiéis, inclusive nas questões legais, tem sido o mote do exercício de nosso <strong>Ministério de Atalaia Jurídico.</strong></p>
<h6><strong>Gilberto Garcia</strong> <span style="font-weight: normal;">é advogado, pós-graduado, mestre em direito. Professor Universitário e Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil &#8211; Rio de Janeiro. Autor dos livros: “O Novo Código Civil e as Igrejas” e “O Direito Nosso de Cada Dia”, Editora Vida, e, Co-autor da Obra Coletiva: “Questões Controvertidas &#8211; Parte Geral Código Civil”, e, “Novo Direito Associativo”, Editora Método. Site: www.direitonosso.com.br</span></h6>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/15/as-igrejas-e-as-obrigacoes-legais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Você sonha em preto e branco ou colorido?</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/voce-sonha-em-preto-e-branco-ou-colorido/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/voce-sonha-em-preto-e-branco-ou-colorido/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 20:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=2027</guid>
		<description><![CDATA[É fantástica a forma como construimos o sonho, suas histórias, as emoções que as acompanham, sem falar das sensações físicas.  Tudo é incrível. Mas como tudo isso acontece?  Inicialmente, quero dizer que o sonho é de extrema importância para todos nós.  O sonho é o guardião do sono, dizia o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, grande médico neurologista que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_665" class="wp-caption alignleft" style="width: 216px"><img class="size-medium wp-image-665" title="Marcelo" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2009/11/Marcelo-206x300.jpg" alt="Marcelo Damasceno Gomes (*)" width="206" height="300" /><p class="wp-caption-text">Marcelo Damasceno Gomes (*)</p></div>
<p>É fantástica a forma como construimos o sonho, suas histórias, as emoções que as acompanham, sem falar das sensações físicas.  Tudo é incrível. Mas como tudo isso acontece?  Inicialmente, quero dizer que o sonho é de extrema importância para todos nós.  O sonho é o guardião do sono, dizia o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, grande médico neurologista que revolucionou sua época e gerou a psicologia moderna.  Só conseguimos permanecer dormindo porque sonhamos.</p>
<p>Os sonhos sempre foram de grande importância para a clínica psicanalítica, pois através do relato destes, é possível ao psicanalista, identificar caminhos para que o paciente conheça seus traumas e a possiblidade de sua despatologização.  Quando os sonhos são recorrentes, por exemplo, pode significar que esta pessoa possui um quadro neurótico instalado. Pode ser um indício de algo vai mal com as emoções.</p>
<p>Temos elementos conscientes e inconscientes em nossa mente.  Esses elementos se misturam formando uma história, um enredo, onde o que é contado, ou seja, a história lembrada reflete elementos conscientes ou o que chamamos de “restos do dia”, e o que está por traz da narrativa dessa história, o real siginificado, a real mensagem que sua mente quer dar por meio dos sonhos, reflete os traumas, os dramas, as neuroses, são os “conteúdos latentes”.  São esses elementos, entre outros, que o Psicanalista investiga.  O sonho é o real caminho do inconsciente.  Além de todo <em>setting </em>analítico, é também através dos sonhos que se pode conhecer quem somos interiormente.</p>
<p>A pesquisa sobre os sonhos é fato não apenas no campo da psicanálise, mas da religião, fenomenologia e da ciência neurofisiológica moderna.</p>
<p>A grande prova da influência dos sonhos em nosso comportamento, é a própria reação emocional que temos no dia seguinte após uma noite de intensos sonhos.  Conseguimos acordar, com a exata sensação vivida no sonho, seja paixão, ódio ou medo.</p>
<p>Todos sonhamos, muito embora uns lembrem mais dos seus sonhos do que os outros.</p>
<p>O sonho é tão importante para nós, que culturalmente a palavra “sonho” se tornou significado de alvo, objetivo para a vida.</p>
<p>Sonhar é preciso, pois pelos sonhos conhecemos nossos desejos, lembramos o bom passado e entramos no mundo da fantasia levando-nos ao imaginário, o que incentiva a criatividade e a reflexão.</p>
<p>Há quem  sonhe acordado.  Pensamentos imaginatórios longos e “prazeirosos”, que tiram a atenção e fazem as pessoas flutuarem na realidade. São devaneios.  Esses revelam uma fantasia inalcançável, quase edênica, que distorce os valores, comprometem as realizações e frustram os planos.</p>
<p>Os devaneios, assim como os sonhos estão presentes na vida psíquica de todo ser humano, no entanto, a grande diferença de um para o outro é que quando acordamos, sabemos que tudo não passou de um sonho, e isto nos faz encarar a realidade.  No devaneio vivemos em uma constante fantasia, onde o mundo não é a realidade da vida mas o “real” que construimos nos palcos da teatralidade psíquica!</p>
<p>No mundo coorporativo, encontramos os sonhos e os devaneios. Os sonhos refletem nossas expectativas, possibilidades, criatividade e planos.  Os devaneios, mostram o lado frágil da alma, a  dificuldade de interpretar insatisfações, recomeços e impossibilidades.</p>
<p>Sonhar é construir o caminho do sucesso profissional a partir de três elementos: planejamento, desejo e ação. No devaneio, esses elementos não se encontram, pelo simples fato de que a única coisa existente é a mistura falsa das verdades.</p>
<p>As atitudes de quem vive em devaneios, é o de irresponsabilidade com a filosofia da corporação, seus planos e suas metas, pois o  caminho que este conhece é o de um narcisismo primário, onde seus desejos egoístas são, em sua concepção,  o centro do universo conhecido.</p>
<p>Em qualquer sonho, existem outros elementos presentes, especialmente pessoas, por que o sonho é inclusivo e aponta para um prazer compartilhado. As pessoas que sonham, sabem trabalhar em equipe, dividem realizações, considerações e dão suporte aos outros, entendem que sem os outros não há sonhos e sim pesadelos!   O sonho sempre tem um final feliz, mesmo que este final seja “acordar”.</p>
<p>Os devaneios, são característicos de pessoas excludentes e que não vêem o sucesso como conseqüência de uma grande equipe em sua melhor performance, pessoas que não visualizam o desenvolvimento coorporativo, mas apenas o seu.  Para ele o mundo é pequeno demais para dividir com o outro, por isso pensa: Há oportunidades únicas na vida, se não agarrá-las com unhas e dentes, passando por cima de quem for, não posso ter sucesso!</p>
<p>Precisamos sonhar, por que o sonho é sempre colorido, tem cheiro e às vezes até sabor, sabendo que no mundo coorporativo não há sonho sem o outro, ao contrário dos devaneios, que podemos afirmar não haver realidade, nem pessoas, nem futuro, são na verdade sonhos em  preto e branco!</p>
<h6><span style="font-weight: normal;">(*) Professor de Psicologia, Filosofia e Desenvolvimento Organizacional da FASAP Faculdade Santo Antonio de Pádua. Responsável pelo Estagio Supervisionado do Curso de Administração da FASAP Faculdade Santo Antonio de Pádua. Psicanalista, Pedagogo, P6s graduado em Educação e Doutor Honoris Causa em Psicanálise. Mestrando em Planejamento Regional e Gestão de Cidades pela Universidade Candido Mendes. Membro da SPOB Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil. Membro da ABE Associação Brasileira de Educação. Membro da SBHE Sociedade Brasileira de História da Educação. Professor da Escola de Psicanálise do Brasil nas cadeiras de teoria psicanalítica, psicopatologia e semiologia.</span></h6>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/voce-sonha-em-preto-e-branco-ou-colorido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sem medo do passado</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/sem-medo-do-passado/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/sem-medo-do-passado/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 20:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=2023</guid>
		<description><![CDATA[ 
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.
Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div id="attachment_2024" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2024" title="FHC" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2010/02/FHC-300x209.jpg" alt="Fernando Henrique Cardoso" width="300" height="209" /><p class="wp-caption-text">Fernando Henrique Cardoso</p></div>
<p>O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.</p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse &#8220;o Estado sou eu&#8221;. Lula dirá: &#8220;o Brasil sou eu!&#8221; Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês&#8230;). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Na campanha haverá um mote — o governo do PSDB foi &#8220;neoliberal&#8221; — e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Os dados dizem outra coisa. Mas, os dados, ora os dados&#8230; O que conta é repetir a versão conveniente.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de &#8220;bravata&#8221; do PT e dele próprio.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI — com aval de Lula, diga-se — para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto &#8220;neoliberalismo&#8221; peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010:</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">&#8220;Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha seis milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela&#8221;.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">O Bolsa Escola atingiu cerca de cinco milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras seis milhões, já com o nome de Bolsa Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">É mentira, portanto, dizer que o PSDB &#8220;não olhou para o social&#8221;. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa &#8220;Toda Criança na Escola&#8221; trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de três milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas, se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.</span></p>
<p style="vertical-align: baseline; padding-top: 0px; padding-right: 10px; padding-bottom: 18px; padding-left: 10px; font-weight: normal; line-height: 18px; margin: 0px;"><span style="color: #000000;">Fernando Henrique Cardoso é o presidente de Honra do PSDB e ex-presidente da República.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2010/02/08/sem-medo-do-passado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palavra proferida pelo Pr. Isaac Ferreira Pimentel, na solenidade de formatura da FATEBI</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/17/palavra-proferida-pelo-pr-isaac-ferreira-pimentel-na-solenidade-de-formatura-da-fatebi/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/17/palavra-proferida-pelo-pr-isaac-ferreira-pimentel-na-solenidade-de-formatura-da-fatebi/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 18:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Itaperuna]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=1481</guid>
		<description><![CDATA[Saúdo ao presidente da ABENF, ao Diretor da FATEBI, ao Corpo Docente e Discente, aos Colegas Pastores, Irmãos e Irmãs em Cristo, e em especial aos amados Formandos.
Manifesto minha gratidão a Deus, e aos diletos formandos pelo honroso convite.
Afirmo que ter sido professor de vocês, muito me honra.
Entendo ser este um momento propício para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1482" class="wp-caption alignleft" style="width: 230px"><img class="size-full wp-image-1482" title="Isaac" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2009/12/Isaac.jpg" alt="Pr. Isaac Pimentel é pastor da Primeira Igreja Batista de Bom Jesus do Itabapoana" width="220" height="259" /><p class="wp-caption-text">Pr. Isaac Pimentel é pastor da Primeira Igreja Batista de Bom Jesus do Itabapoana</p></div>
<p>Saúdo ao presidente da ABENF, ao Diretor da FATEBI, ao Corpo Docente e Discente, aos Colegas Pastores, Irmãos e Irmãs em Cristo, e em especial aos amados Formandos.</p>
<p>Manifesto minha gratidão a Deus, e aos diletos formandos pelo honroso convite.</p>
<p>Afirmo que ter sido professor de vocês, muito me honra.</p>
<p>Entendo ser este um momento propício para a última aula que darei a vocês no curso de teologia. Uma aula de 20 min como recomendada.</p>
<p>No livro de Ester nos deparamos com uma pergunta de Mardoqueu à rainha Esther que respeitando o contexto, pode ser aplicada a este momento.</p>
<p><strong><em>“E quem sabe se não foi para tal tempo como este que chegastes ao reino?” (Ester 4.14.b)</em></strong></p>
<p>“E quem sabe não foi para este tempo que chegaram ao ministério?” Qual tempo? Tempo pós-moderno.</p>
<p>O pós-modernismo teve seu inicio após a queda do muro de Berlim em 1989. Ao entrarmos na década de 90 as pessoas estavam confusas, perdidas, sem ideal, sem sonhos, com o naufrágio das ideologias.</p>
<p>A <strong>política</strong> não resolveu o socialismo, o comunismo e o capitalismo que não foram soluções para o mundo. A <strong>ciência</strong> também não foi a solução, temos grandes avanços, mas estamos destruindo o nosso planeta. Nossos rios estão podres, o ar esta poluído, o buraco na camada de ozônio está cada vez maior.  Diante destes fatos, percebe-se uma que entramos num período chamado pós-moderno, que é o nosso tempo, que tem como principais características o SECULARISMO, O PLURALISMO E O SENTIMENTALISMO. O nosso tempo é um tempo secularizado.</p>
<ol>
<li><strong>I. </strong><strong>Secularização. </strong></li>
</ol>
<p>As pessoas não levam em conta mais Deus. É uma sociedade humanizada. O Humanismo produziu o <strong>liberalismo teológico. </strong>O<strong> </strong>liberalismo teológico, nega a autoridade das escrituras, colocada a razão humana acima das escrituras, produzindo relativismo ético. No liberalismo não há valores absolutos, certo e errado.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O secularismo produziu o</span></strong><strong> pragmatismo.  O pragmatismo</strong> que tem suas raízes no darwinismo e humanismo secular é inerentemente relativista, rejeitando também a noção dos absolutos, certo e errado, bem e mal, verdade e erro.  É última análise, o pragmatismo define a verdade como aquilo que da certo, e não no que é certo. Meus amados alunos não é isto que temos visto em nossos tempos? Onde tudo é válido, nada é errado, desde que se alcance resultados práticos?</p>
<p><strong>II. Pluralização.</strong></p>
<p>O nosso tempo é tempo de pluralismo, é como um supermercado com várias ofertas para o mesmo produto.  Se não há valores absolutos, tudo é relativo. No pluralismo vivemos um <strong><span style="text-decoration: underline;">Tempo</span> de ausência de princípios éticos e morais.</strong> A ausência dos valores éticos e morais nos ministérios têm colocado em descrédito o ministério pastoral.</p>
<ol>
<li><strong>III. </strong><strong>Sentimentalismo.</strong></li>
</ol>
<p>As minhas decisões são de fórum pessoal. Eu me senti muito bem, cada um na sua. As escolhas são pessoais. Não aceita dogma, doutrinas e instituições.</p>
<p>O que importa é sentir fortes emoções como diz o cantor Roberto Carlos.  Pr. Wander Gomes pregando no retiro de pastores batista diz que certa senhora após o culto em sua igreja fez a seguinte observação: “Hoje não gostei do culto, por que não senti arrepios.” Se o negocio é sentir arrepios então enfie o dedo na tomada de energia elétrica complementou o Pr. Wander.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Tempo</span> de fascinação pelo místico.</strong> A igreja no Brasil tem uma fascinação pelo místico, O Brasil é um solo fértil para o misticismo. Igreja usa sal grosso, óleo ungido, água do Jordão, mel de Israel. O negócio é sensorial&#8230; Fala-se língua estranha. “Como por exemplo: <strong>ré- ré-réreé.</strong>..” (<span style="text-decoration: underline;">Apenas para os formandos.</span>&#8230;)</p>
<p>Mas se o nosso tempo apresenta estas características desafiadoras, tempos difíceis, são exatamente para esse tempo que Deus está levantando vocês meus queridos formandos, levantando com a missão de dar uma resposta aos desafios deste tempo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Levantado neste tempo para que?</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>LEVANTADO NESTE TEMPO PARA&#8230;</p>
<ol>
<li><strong>1. </strong><strong>Resgatar a autoridade pastoral.</strong></li>
</ol>
<p>O que precisamos com urgência em nossos dias não é de pregadores eloqüentes, mas, de pregadores piedosos.</p>
<p>A vida do ministro é a vida do seu ministério. A profundidade de um ministério é medida não pelo sucesso diante dos homens, mas pela intimidade com Deus.</p>
<p>Uma vida ungida produz um ministério ungido. Stott afirma que uma das áreas mais importantes no ministério, é a vida do pregador.</p>
<p>A cada ano cresce o número de pastores que naufragam no ministério por causa de sexo, dinheiro e poder. É assustador o número de pastores que estão subindo nos púlpitos a cada domingo exortando o povo a santidade, combatendo o pecado e ao mesmo tempo, vivendo uma duplicidade, uma mentira dentro de casa, sendo maridos infiéis. Rev. Hernandes dias Lopes afirma que a classe pastoral está em crise. Crise familiar, crise teológica, crise espiritual.  O crescimento dos evangélicos no Brasil nos últimos anos produziu uma desconfiança na classe pastoral. Revista secular publica os escândalos produzidos por pastores no meio evangélico brasileiro. Esperamos que vocês como homens e mulheres de Deus, como pastores e líderes batista resgatem a autoridade do ministério.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>LEVANTADO NESTE TEMPO PARA&#8230;</p>
<ol>
<li><strong>2. </strong><strong>Resgatar a prioridade de pregação.</strong></li>
</ol>
<p>Há um declínio da pregação como forma distinta de comunicação da vontade revelada na sua palavra. Em muitas igrejas a pregação tem sido substituída por um número cada vez maior de atividades.</p>
<p>Quando falo de prioridade, não afirmo que a pregação seja a única tarefa do pastor, nem que todo pastor tem que ser um grande orador. Por prioridade entende-se que entre todas as atividades atribuídas ao pastor, a pregação coloca-se em primeiro lugar.</p>
<p>Martyn Lloyd-Jones afirmou que:<em> A obra da pregação é mais elevada, a maior e mais gloriosa vocação para a qual alguém pode ser convocado&#8230;</em></p>
<p>Percebe-se cada vez o empobrecimento do púlpito em nossas igrejas. “<em>Uma vez empobrecido encontra-se substituto, como culto show, culto a personalidade, testemunhos mirabolantes etc&#8230;”</em> Aliás, vale ressaltar que no meio “evangélico” nacional, coisas espantosas tem sido feitas. Há expulsões de demônios esdrúxulos, como o da obesidade, da caspa e da bronquite&#8230;</p>
<p>Lloyd Jones comenta que elemento de entretenimento foi introduzido nos cultos à medida que a pregação perdeu sua importância no ministério pastoral. Percebe-se que a igreja evangélica distancia-se muito da reforma protestante e do pensamento dos reformadores. Meus queridos alunos, a pregação da palavra deve ocupar o lugar supremo da vida de vocês, dos seus propósitos, dos seus interesses, das suas ocupações, dos seus estudos e esforços.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>LEVANTADO NESTE TEMPO PARA&#8230;</p>
<ol>
<li><strong>3. </strong><strong>Resgatar a autoridade das escrituras.</strong></li>
</ol>
<p>É tempo de ressaltar que a bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana, sendo Deus seu verdadeiro autor. Portanto, autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pela qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens. <strong>Resgatamos a autoridade das escrituras quando pregamos expositivamente.</strong> Pregar expositivamente é antes de tudo pregar a bíblia. Não é pregar sobre a bíblia, mas pregar a bíblia. John Stott observou certa vez: <em>“toda pregação cristã é pregação expositiva”.</em> A pregação expositiva tem sido a prática usada pelo povo de Deus há séculos. Seu fundamento está alicerçado nas escrituras. Em (2 Tim 3. 16-17) Paulo afirma que <em>“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.</em> Paulo tinha um conceito elevado das escrituras como Palavra de Deus e todo pregador expositivo deve ter conhecimento sólido da inerrãncia, infabilidade das escrituras.</p>
<p>O Rev. Hernandes Dias Lopes em seu livro, <em>a importância da pregação expositiva</em>, ressalta que as instituições teológicas das igrejas evangélicas brasileira deveriam rever seus currículos a fim de ajustá-las a uma abordagem mais expositiva.</p>
<p>Portanto, quero parabenizar a direção da FATEBI por ter ajustado o seu currículo e ser uma das poucas em nosso meio a dar esta abordagem. Os grandes pregadores da história da igreja eram expositores . A mensagem de Deus é que deve ser pregada, e não os pensamentos dos homens.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">CONCLUSÃO</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Não tive a pretensão de abordar todas as marcas deste tempo em que estamos vivendo, no entanto, meus queridos alunos, pretendo encorajá-los a serem homens e mulheres que resgatem neste tempo: <strong>A autoridade do ministério pastoral</strong>, <strong>autoridade da bíblia e priorizem a pregação no ministério que exercerão ao saírem deste seminário.</strong> Ed. René Kivitz afirma que certa vez foi abordado por uma ovelha que diz: <em>“</em><em>não se fazem mais pastores como antigamente</em><em>”.</em><em> Pastor</em> Ed. René respondeu: <em>”</em><em>Não se faz pastores como antigamente, justamente pelo fato de que já não se fazem pastores para antigamente.</em><em>”</em> Quem sabe não foi para este tempo que Deus os levantou?  A minha oração é que  Deus, o nosso Senhor vos abençoe. Amém!</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</span></strong></p>
<p>Lopes, Hernandes Dias. <strong>A importância da pregação expositiva para o crescimento da igreja.</strong> São Paulo; Candeia, 2004.</p>
<p>Kivitz, Ed René. <strong>Quebrando paradigmas.</strong> São Paulo; Aba 1995.</p>
<p>Stott, John R. w. <strong>Eu creio na pregação.</strong> São Paulo; Vida, 2003.</p>
<p>Lloyd-jones, D. Martyn. <strong>Pregação e pregadores.</strong> São Paulo: Fiel, 1986.</p>
<p>Pimentel, Isaac Ferreira. <strong> Resgatando a prioridade da pregação. </strong>Viçosa; CEM, 2005</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/17/palavra-proferida-pelo-pr-isaac-ferreira-pimentel-na-solenidade-de-formatura-da-fatebi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Transtornos mentais aumentam entre pastores e líderes evangélicos</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/01/transtornos-mentais-aumentam-entre-pastores-e-lideres-evangelicos/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/01/transtornos-mentais-aumentam-entre-pastores-e-lideres-evangelicos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 20:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=1176</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Pastores à beira de um ataque de nervos&#8221;, este é o título de um excelente artigo publicado na Revista Eclésia, edição 118, assinado por Uilian Uilson Santos. Seu texto se refere ao aparecimento cada vez mais freqüente, de doenças emocionais em pastores e líderes evangélicos.
Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:
- O descuido com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1177" class="wp-caption alignleft" style="width: 147px"><img class="size-full wp-image-1177" title="Altair" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2009/12/Altair.jpg" alt="Pr. Altair Germano" width="137" height="140" /><p class="wp-caption-text">Pr. Altair Germano</p></div>
<p>&#8220;Pastores à beira de um ataque de nervos&#8221;, este é o título de um excelente artigo publicado na Revista Eclésia, edição 118, assinado por Uilian Uilson Santos. Seu texto se refere ao aparecimento cada vez mais freqüente, de doenças emocionais em pastores e líderes evangélicos.</p>
<div>Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:</div>
<p>- O descuido com a saúde mental</p>
<div>- A solidão</div>
<div>- A falta de conselheiros para compartilhar seus problemas</div>
<div>- O ativismo ministerial</div>
<div>- A falta de repouso adequado (férias e folgas)</div>
<div>- A pressão institucional por resultados em termos de número de membros e ofertas</div>
<p>Baseado numa tese de psiquiatria e religião, intitulada &#8220;a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos&#8221;, o artigo revela os seguintes índices:</p>
<p><span><span style="color: #000000;">47% dos pastores evangélicos sofrem de transtornos mentais</span></span></p>
<p><span><span style="color: #000000;">16% têm depressão</span></span></p>
<div><span style="color: #000000;">13% Não conseguem dormir normalmente</span></div>
<p>Conheço alguns companheiros que apesar de manifestar os sintomas dos distúrbios mentais e emocionais, teimam em manter o mesmo padrão de vida (desgraçadamente vivida).</p>
<p>Quem acaba no final sendo penalizada com isso, é a família do pastor ou líder, que por ser transformada em escape de suas neuroses, psicoses e demais distúrbios, sofre constantemente com seus ataques de nervos, mal humor crônico, maltratos e outros descarregos emocionais.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2009/12/01/transtornos-mentais-aumentam-entre-pastores-e-lideres-evangelicos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Modelo americano ou europeu: qual o melhor caminho para a Universidade brasileira?</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/modelo-americano-ou-europeu-qual-o-melhor-caminho-para-a-universidade-brasileira/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/modelo-americano-ou-europeu-qual-o-melhor-caminho-para-a-universidade-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 19:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=1156</guid>
		<description><![CDATA[
Desde que iniciei minha vida universitária, como aluno de graduação, várias coisas são aparentemente imutáveis. Uma é o fato da Universidade estar em “crise” (que, de tão contínua, deveria ser chamada de outro nome) e a segunda são as promessas dos candidatos a Reitor e outros cargos da administração superior durante as épocas eleitorais: defesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">
<div id="attachment_1157" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-full wp-image-1157" title="Bertonha" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2009/11/Bertonha.jpg" alt="João Fábio Bertonha*" width="100" height="87" /><p class="wp-caption-text">João Fábio Bertonha*</p></div>
<p>Desde que iniciei minha vida universitária, como aluno de graduação, várias coisas são aparentemente imutáveis. Uma é o fato da Universidade estar em “crise” (que, de tão contínua, deveria ser chamada de outro nome) e a segunda são as promessas dos candidatos a Reitor e outros cargos da administração superior durante as épocas eleitorais: defesa da autonomia e do caráter público da Universidade, administração competente, manutenção do trinômio ensino/pesquisa/extensão, valorização do material humano, recuperação da infra-estrutura, etc.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">As perguntas que ficam para mim é se a Universidade brasileira é tão medíocre como tantos gostam de afirmar, se há elementos para pensar na sua reforma e se existem critérios para definir se uma Universidade é boa ou má. Quero crer que sim, e me parece que uma comparação com a situação em outros países pode ser de ajuda. Evidentemente, nesse espaço restrito, não imagino ser possível uma longa discussão sobre modelos internacionais de Universidade. Do mesmo modo, não vejo porque idealizar a situação no exterior, como se lá fora só existissem sucessos e tudo funcionasse como um relógio. No entanto, talvez valha a pena colocar os nossos problemas em contato com os dos outros, de forma que possamos conhecer melhor esse mundo acadêmico mundial de que fazemos parte.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Realmente, esse mundo é mais parecido do que imaginamos. As vezes, escutando meus colegas franceses ou canadenses se queixando dos cortes de verbas, da caminhada da Universidade para a “privatização branca”, das salas super lotadas ou dos alunos que entram semi-analfabetos e saem ainda piores, consegui perceber que nossos problemas são mais gerais do que parecem. Claro que as proporções dos problemas são diferentes (sendo até engraçado, para um latino americano, escutar queixas sobre bibliotecas sucateadas na Itália ou na Bélgica quando elas seriam um sonho na maioria dos campi brasileiros), mas a realidade é mais ou menos a mesma.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Eu, as vezes, me pergunto qual Universidade seria possível ou desejável para o Brasil, mas me convenço cada vez mais que caminhamos para um modelo americano, mas um americano piorado.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">O modelo americano e, em menor escala, britânico, é realmente peculiar. A maior parte dos jovens é atendido pelo sistema, mas as Universidades não são iguais. Nos Estados Unidos, é possível encontrar desde “Liberal Art Schools” centradas no ensino e “Community Colleges” regionais destinados a atender alunos menos preparados até as Universidades top de linha, como Harvard, Yale ou Princeton, que são particulares, mas recebem enormes financiamentos públicos e são responsáveis pelo grosso da pesquisa e da formação da elite intelectual do país. Mesmo nas Universidades voltadas ao ensino, porém, a infra-estrutura física e humana é, em geral, invejável e a formação fornecida é de qualidade.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">No Brasil, parecemos estar caminhando para um sistema parecido. Efetivamente, eu vejo o sistema universitário brasileiro hoje como formado por três níveis: no topo, um punhado de instituições de elite, com pesquisa de ponta, razoáveis condições de trabalho e possibilidade de falar de igual para igual com as melhores do mundo. Aí se encaixam a USP, a Unicamp e algumas federais. No segundo nível, as boas Universidades, que combinam pesquisa e ensino e lutam para se aperfeiçoar. Estas seriam a maioria das estaduais e das federais e algumas particulares. Por fim, uma grande massa de Universidades que o são apenas no nome, com dedicação exclusiva ao ensino ou pura e simplesmente uma farsa, uma máquina de produzir dinheiro e analfabetos diplomados. Nessa categoria, entram parte substancial das particulares e algumas públicas.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">A princípio, não vejo grandes problemas em utilizar o sistema americano, que, afinal de contas, tem méritos. No entanto, não adianta copiar a forma sem a substância. Como visto, nos Estados Unidos, há muitas boas escolas, privadas, onde a pesquisa é mínima, mas onde o ensino é ótimo. No Brasil, porém, não se controla essa qualidade e o resultado é a proliferação de faculdades destinadas apenas ao lucro, o que é apenas uma fraude para os alunos e para a sociedade.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">De qualquer forma, as instituições centralmente dedicadas ao ensino, apesar de poderem cumprir um papel importante na formação escolar de muitas pessoas, não podem, na minha opinião, cumprir aquilo que imagino ser a função central da Universidade, ou seja, produzir conhecimento, idéias e cidadãos. Esse é o papel das Universidades que aliam pesquisa, ensino e extensão. São elas que deverão gerar os conhecimentos e os cérebros de que o país precisa para se desenvolver e para pensar a si próprio e são elas que mais precisam, a meu ver, de reformas urgentes.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Na minha opinião, a Universidade brasileira padece de várias mazelas. Entre elas, destaco a falta de recursos financeiros; a acomodação de professores, alunos e funcionários; a falta de cobranças internas e externas e o corporativismo. Sobre elas, o sistema universitário americano pode nos ensinar algo.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">O primeiro tópico é dos mais polêmicos. Os governos federal e estaduais dizem gastar montanhas de dinheiro com as Universidades e seus alunos ricos, em detrimento do ensino básico. É questionável se a Universidade pública tem apenas alunos de elite (o que talvez seja verdade para cursos como Medicina, mas não para o conjunto) e não me parece que gastamos somas tão altas assim na Educação, em todos os níveis. Em termos de percentual do PIB, nós gastamos somas parecidas com a de alguns países de Primeiro Mundo. No entanto, esses países não tem uma população largamente jovem e com séculos de atraso para compensar. Nações que enfrentaram a mesma necessidade de suprir séculos de descaso pela educação e pela ciência, como os Tigres Asiáticos, transferiram uma percentagem muito maior de recursos nacionais para a educação, em todos os níveis. Assim, mais dinheiro para salários, bibliotecas e laboratórios é essencial. Dinheiro gasto com critérios, obviamente. E, a propósito, se há algo que não falta no sistema americano, é isso: dinheiro, infra-estrutura, recursos.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">No sistema americano, aliás, todos os alunos pagam pelo seu período de estudos. Eu não seria, em princípio, contrário a que os alunos pagassem algo pela sua educação, desde que houvesse um sistema compensatório eficiente para financiar os incapazes de sustentar as despesas. No entanto, o grosso dos recursos despendidos pelas Universidades de pesquisa americanas se origina ou do Estado ou de patrimônio próprio. Nenhuma Universidade digna do nome se sustenta apenas com mensalidades de alunos e quem, no Brasil, defende que a Universidade se sustente só cobrando os estudantes está nos levando mais perto do modelo argentino (que quase destruiu o sistema universitário e científico daquele país) do que do americano.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Outra característica do sistema americano que muito me agrada são as cobranças e busca de eficiência e qualidade. Ninguém de bom senso espera avaliar a ciência com base em critérios quantitativos (“publicar x artigos em período y”) ou medir a qualidade de um professor com algum aparelho. No entanto, há critérios mínimos para avaliar se o profissional está cumprindo suas tarefas e as Universidades americanas os seguem, em geral, com cuidado. O professor é avaliado continuamente em suas atividades de docência e pesquisa, tem todas as condições materiais para cumpri-las e recebe incentivos salariais e outros em caso de avaliação positiva e punições, podendo chegar a perda de emprego, em caso de comprovação de pouca eficiência. Um sistema não isento de falhas, mas muito melhor do que o que temos no Brasil, onde muitos professores e pesquisadores se acomodam frente a falta de cobrança ou de recursos para fazer o seu trabalho e ficam a espera da aposentadoria, sem pesquisar e sem publicar. Não é a toa que as pesquisas internacionais nos colocam como dos mais improdutivos do mundo. Para piorar, o clima de mediocridade geral acaba atingindo os alunos, mais preocupados em “passar na moleza” e não fazer nada do que realmente estudar e se aperfeiçoar.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Este, na verdade, é o ponto chave do sistema americano, na minha opinião: cenoura e chicote. Todos, professores e alunos, recebem condições para cumprir suas tarefas e são cobrados por elas. Não é um sistema isento de falhas, mas funciona melhor do que o sistema brasileiro, tanto que não espanta o domínio do sistema científico americano no mundo.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">O modelo europeu é um pouco diferente, pois quase todas as Universidades são públicas e essencialmente gratuitas. No entanto, guardadas as proporções, a mesma situação dos EUA se repete: existem condições de trabalho, pesquisa e debate acadêmico e cobrança para que resultados sejam apresentados (especialmente em países onde a tradição acadêmica e o sistema de avaliação e cobrança são mais enraizados, como na Alemanha). Ou seja, aqui também a Universidade cumpre a sua função de produzir conhecimento, estimular a busca de soluções e a criação de idéias na sociedade e formar mão de obra e cidadãos.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Não sei honestamente qual o melhor modelo para o Brasil. Eu prefiro o sistema europeu. Educação, pesquisa e ciência não são apenas investimentos; são direitos da população e ensino gratuito e de qualidade com pesquisa científica e tecnológica de ponta são o meu ideal para todas as Universidades. No entanto, para isso se reproduzir aqui e para a Universidade pública absorver toda a população em idade universitária, seria necessário um investimento financeiro imenso do governo brasileiro, que talvez  não seja possível. O sistema americano não me agrada tanto, mas talvez seja o mais viável por agora no Brasil. Mas desde que seja usado como modelo tanto para as mazelas como para as qualidades. Copiar só as formas para esconder problemas e fingir que tudo vai bem é inútil.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Na verdade, o que me parece através desse giro por vários exemplos internacionais é que não importa tanto se nos baseamos no modelo europeu ou no americano; se a Universidade é estatal ou não. O importante é ter infra-estrutura humana e material e gente motivada pela avaliação contínua e pela sensação de estar fazendo um trabalho essencial para o país. Se não for para isto, é melhor o governo federal baixar um decreto dando o título de Doutor para todos os brasileiros. Seremos o povo mais educado do mundo, as estatísticas melhorarão e todos ficarão felizes. Uma bela mentira, mas ao menos não fingiremos mais que estamos tentando resolver um problema quando não estamos.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">
<hr size="1" /><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://espacoacademico.wordpress.com/2009/11/30/modelo-americano-ou-europeu-qual-o-melhor-caminho-para-a-universidade-brasileira/#_ftnref1">*</a> Doutor em História (Unicamp) e docente na Universidade Estadual de Maringá, Departamento de História. Publicado na <strong>REA</strong> nº 14, julho de 2002, disponível em<a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://www.espacoacademico.com.br/014/14bert.htm">http://www.espacoacademico.com.br/014/14bert.htm</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/modelo-americano-ou-europeu-qual-o-melhor-caminho-para-a-universidade-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Claudio Cerqueira Bastos e o amor por Itaperuna</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/claudio-cerqueira-bastos-e-o-amor-por-itaperuna/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/claudio-cerqueira-bastos-e-o-amor-por-itaperuna/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 18:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Itaperuna]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=1152</guid>
		<description><![CDATA[
Escrevi esse artigo sobre o amor que o papai tem por Itaperuna e pelos itaperunenses. Veja se existe algo que possamos fazer para melhorar a sintonia da cidade e esclarecer a deturpação jornalística?
Hoje cedo fui surpreendida por este absurdo artigo no jornal O Globo que anunciava a despedida do Claudão. Fiquei pensando no grau de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<div id="attachment_1153" class="wp-caption alignleft" style="width: 241px"><img class="size-medium wp-image-1153" title="Claudete" src="http://radioitaperunafm.com/site/wp-content/uploads/2009/11/Claudete-231x300.jpg" alt="Claudete Cerqueira" width="231" height="300" /><p class="wp-caption-text">Claudete Cerqueira</p></div>
<p>Escrevi esse artigo sobre o amor que o papai tem por Itaperuna e pelos itaperunenses. Veja se existe algo que possamos fazer para melhorar a sintonia da cidade e esclarecer a deturpação jornalística?</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Hoje cedo fui surpreendida por este absurdo artigo no jornal O Globo que anunciava a despedida do Claudão. Fiquei pensando no grau de maldade, veneno e destrutividade que pode existir em alguém que articula algo assim.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Quem conhece Cláudio Cerqueira Bastos sabe muito bem o que pode esperar dele: uma total dedicação à causa de Governar Itaperuna.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Ele lutou 12 anos contra o poder econômico, as politicagens, as jogadas políticas clássicas e se manteve sempre fiel ao seu povo e ao seu ideal. Mesmo sendo hostilizado, desestimulado e até mesmo ridicularizado por muitas pessoas, ele não se abateu e continuou perseverando para conseguir novamente voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Iniciou a sua campanha como um típico bloco do eu sozinho, mas a sua fé, a sua coragem e determinação conseguiram contagiar e fazer renascer no povo novamente a confiança e esperança em dias melhores. Fez tudo isso com uma inabalável autoconfiança, total humildade e aquela certeza que só pode ser entendida ou justificada quando se ouve a voz do coração.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">E tudo isto, não são palavras, são atitudes, constatações, fatos que podem ser comprovados por qualquer cidadão.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Cláudio Cerqueira Bastos não é apenas um nome, é um político na real grandeza do sentido da palavra, daquele que vive para servir ao povo. Seu estilo único de governar deveria ser motivo de orgulho para a cidade e inspiração para os jovens que desejam ingressar na carreira política, porém,em vez disso desperta muita fúria naqueles que não gostam de trabalhar e desejam apenas manipular e governar em causa própria .</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Mas, apesar de toda essa campanha negativa, o que se pode constatar a olhos vistos é que mesmo com idade avançada, ele se renova a cada dia, pois ele sempre soube que a maior fonte da juventude é uma palavra mágica chamada MOTIVAÇÃO.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">O tônico milagroso que ele ingere ninguém pode comercializar. Cada obra concluída, cada melhoria para a vida do povo da cidade é uma pílula gigantesca de realização!</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Se existe algo que não se consegue separar é Itaperuna de Claudão. Não existe Claudão sem Itaperuna e nem Itaperuna sem Claudão, Aonde quer que se ande ou se olhe, pode-se encontrar um pouco do Claudão. No alto do Cristo Redentor, na música alegre da banda que passa; na vibração do futebol do Porto Alegre Futebol Clube, nos calçadões floridos da cidade, nos eventos populares da concha acústica, nas pontes que unificam os bairros da cidade, nos distritos, nos carnavais, nos beijos das crianças, nos abraços comovidos das comadres, nos encontros com as pessoas na rua… lá ele está! Vivendo a Itaperuna de cada dia!</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">E é exatamente isso que Itaperuna representa para Cláudio Cerqueira Bastos: a sua grande inspiração, a verdadeira paixão e sua principal fonte de realização. Como diria o Claudão:</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">- Desistir de Itaperuna?</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">- Nem morto!…</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">O amor é mesmo atemporal!</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; text-align: left; font-size: 12px; line-height: 20px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Por: Claudete Cerqueira</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/30/claudio-cerqueira-bastos-e-o-amor-por-itaperuna/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma ponderação sobre o adoracionismo de nossas igrejas</title>
		<link>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/22/uma-ponderacao-sobre-o-adoracionismo-de-nossas-igrejas/</link>
		<comments>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/22/uma-ponderacao-sobre-o-adoracionismo-de-nossas-igrejas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 14:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação - Rádio Gospel FM</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://radioitaperunafm.com/site/?p=998</guid>
		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho
Numa igreja em que pastoreei um rapaz, de bom nível acadêmico, comentou que “o pastor não gosta de louvor”. Surpreendeu-me que o não tão rapaz, quase quarentão dissesse isso. Segundo o Instituto Paulo Montenegro, apenas 26% dos brasileiros conseguem ler e interpretar um texto. Então, 74% são como o eunuco: não entendem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; text-align: right; padding: 0px;"><strong>Isaltino Gomes Coelho Filho</strong></p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Numa igreja em que pastoreei um rapaz, de bom nível acadêmico, comentou que “o pastor não gosta de louvor”. Surpreendeu-me que o não tão rapaz, quase quarentão dissesse isso. Segundo o Instituto Paulo Montenegro, apenas 26% dos brasileiros conseguem ler e interpretar um texto. Então, 74% são como o eunuco: não entendem o que lêem. Mas a pessoa tinha até pós-graduação.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Mas este rapaz-senhor é crente e os crentes têm muita facilidade de colocar na boca alheia palavras que não foram ditas. Principalmente quando sem argumentos. Mas não escrevo para criticar os 74%, nem a desonestidade de muitos crentes em sua argumentação. Lembro Baudolino, de Umberto Eco:<em> </em>“(…) em minha viagem percebi quanto os cristãos podem se esfolar uns aos outros por uma simples palavra”. Então, leiam o que estou dizendo, sem torcer e sem colocar palavras em minha boca. Nem me esfolem. Já o fui bastante e ainda não me recuperei de algumas esfoladas.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Eis o que digo: penso que o “adoracionismo” ou o “louvorismo” que grassa em nossas igrejas é uma arma diabólica para deixar os crentes enfurnados, fazendo o que gostam, cantando ingenuidades que não definem biblicamente quem é Deus, o que é igreja, qual a missão dos crentes, ao invés de levá-los ao testemunho. Entendeu? Se não, por favor, releia. Nem sempre sou muito claro, mas estou tentando.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A igreja é a única instituição do mundo que não existe para beneficiar seus membros, e sim beneficiar os não membros. Mas a igreja evangélica brasileira vive mais ensimesmada, olhando para si, fazendo o que lhe agrada, do que testemunhando. O adoracionismo ou o louvorismo tem desviado a igreja de sua missão e levado-a a exibir (por causa dos cânticos banais, sem conteúdo sério) a essência de sua mensagem de maneira aguada. Muito do que cantamos é genérico, não tem a ver com a mensagem cristã, não mostra a necessidade de arrependimento do não crente e de santificação do crente. Arrependimento e santificação são pouco mencionados, e a ênfase é sempre adorar, mostrado como cantar no culto, sob o comando de algumas pessoas. Aquele é o momento do louvor. O resto do culto não importa.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A coisa está tão feia, que o jornal inglês <em>The Guardian</em> falou de um novo tipo de traficantes, no Brasil: traficantes evangélicos. Isso mesmo. Se você faz parte dos 24% que entendem um texto, entendeu este, mas ficou chocado, releia; é isso mesmo. Como isto aconteceu? Como pode haver traficantes evangélicos? Porque não se caracterizou em nossos cânticos e pregações o que é ser um evangélico. Não é cantar na igreja, mas assumir o caráter de Cristo.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Então, entenda bem o que vou dizer: louvor ou adoração não é a razão da nossa conversão. Em Efésios 1.12 (“Com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo”), “para o louvor da sua glória” não significa cantar corinho no culto. No contexto da carta, é mais amplo e muito maior que isso.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A idéia deste artigo me veio quando, me debrucei em Amós. Vi semelhanças incríveis entre o Israel do tempo do profeta e a igreja do meu tempo. Havia grande ênfase no culto, mas não havia ênfase alguma em caráter. O povo dissociou a adoração a Deus do caráter do adorador. É a partir daqui que sigo. Transformou adoração em festa, e não em contrição.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Transcrevo Amós 5.18-24: “Ai de vós que desejais o dia do Senhor! Para que quereis vós este dia do Senhor? Ele é trevas e não luz. E como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se, entrando em casa, encostasse a mão à parede, e o mordesse uma cobra. Não será, pois, o dia do Senhor trevas e não luz? não será completa escuridade, sem nenhum resplendor? Aborreço, desprezo as vossas festas, e não me deleito nas vossas assembléias solenes. Ainda que me ofereçais holocaustos, juntamente com as vossas ofertas de cereais, não me agradarei deles; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Corra, porém, a justiça como as águas, e a retidão como o ribeiro perene”.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A situação social e espiritual do tempo de Amós era trágica. A leitura do seu livro mostra dominação econômica, empresários exploradores, religião de fachada conluiada com o poder dominante, líderes religiosos mais preocupados com sua situação financeira que com a situação espiritual do povo, e uma exaltação do <em>status quo </em>político e religioso, tudo regado com muito louvor.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A religião acobertava tudo, sacralizando o poder político, como fazem os pastores líderes de denominações que apóiam candidatos de acordo com suas conveniências, e não de acordo com princípios. Quando vejo os motivos que levam certos grupos a apoiarem Dilma ou Serra (como apoiaram outros, no passado), penso em Amós. Parece que o pano de fundo da opção política é o mesmo: “Quem me oferece melhores condições?”.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Uma religião corrompida, que sacraliza o pecado, que abençoa o corrupto, que fecha os olhos à injustiça e à roubalheira é a desgraça de um povo. Amós viu isso. Muito inferior a ele, eu também vejo.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Havia um anseio por triunfo. Queriam o dia do Senhor, que, presumiam, seria o domínio de Israel sobre as demais nações. Como o triunfalismo da igreja atual, que pensa em ganho, em ser triunfante, e não em ser militante. Em busca de triunfo (não escatológico, mas terreno), vale tudo. Até apoiar a corrupção, a mentira, fechar os olhos a posições de políticos anticristãos, mas que oferecem possibilidades de ganho. Continua a atitude de trocar votos por tijolos. Agora trocam-se votos por espaço e poder.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Amós disse que o dia do Senhor não seria o triunfo de Israel sobre o mundo, mas o juízo de Deus sobre o povo. Uma igreja que perde sua característica espiritual e se torna apêndice político de pessoas está sob o juízo de Deus, porque perdeu sua razão de ser. Eu era um pastor ainda garoto, de 23 anos, em 1972, quando num retiro de pastores (o primeiro de que participei), um prefeito foi apresentado como “servo de Deus a quem devíamos honra”. No bolso da camisa do “servo de Deus” que foi a um retiro de pastores, destacava-se um maço de cigarros. Mais tarde (naquele tempo corruptos não tinham a cabeça afagada) ele foi cassado por corrupção.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Cantamos vitória, mas não cantamos integridade. Omitimos santidade. Falamos do triunfo sobre os ímpios, mas nos esquecemos que seremos julgados: “Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal” (2Co 5.10). Tenho dificuldades com o louvor que não recorda que somos pecadores, que precisamos nos santificar, que seremos julgados. Tenho dificuldades com o louvor triunfalista que fala de vitória constante, e não enfatiza a necessidade de vitória sobre a carne, sobre si mesmo. Pensamos como Israel: adoramos a Deus que, subornado com cânticos, nos dá vitória. Deus quer santidade e não cânticos. Nosso louvor não o muda, mas nossos pecados o levam a indignar-se conosco.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">O estado espiritual da igreja (sou igreja desde os 15 anos, e a amo e sirvo) é deplorável. Mentira, calúnia, falcatruas, desonestidades, ódio, fofoca, desestabilização de líderes, grupos dominadores, tudo isso se alastrou. Em quatro décadas como membro de igreja, nunca vi um estado espiritual como o de hoje. A ponto de haver traficantes evangélicos.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A salvação não é pretexto para pecado. Graça não é cartão de crédito para despesas no mercado do mundo. E santidade não é opção, mas um padrão normal para todos os crentes. Não consigo entender adoração que não produza santidade, impacto na vida e desejo de servir. Havia muito louvor no tempo de Amós, mas não havia integridade. Festa, mas não santidade. Quer descrição melhor de nossas igrejas? Temos artistas, mas faltam-nos santos. Saímos da igreja com uma emoção provocada não pelo Espírito, mas pelo dirigente de louvor, com seus gritos e os sermõezinhos chamados de “ministração” (honestamente, nenhum pensante merece isto!). Não saímos batendo no peito, dizendo “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!”, porque não nos descortinam todo o drama da cruz, e apenas nos apresentam momentos de entretenimento. Era assim com Amós. O culto era entretenimento. Mas culto produz o grito de Isaías: “Ai de mim!”. Adoração que mostra o “Deus fada madrinha”, mas não mostra a santidade de Deus como aterradora, deve ser repensada. Nosso grande problema não é falta de louvor, mas de caráter santo. Exatamente como no tempo de Amós.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">A expressão “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras” pode ser parafraseada: “Afasta de mim a barulhada dos teus corinhos, porque não ouvirei as melodias da tua bateria e das tuas guitarras”. E a seguir vem o que Deus esperava de Israel e espera de nós: “Corra, porém, a justiça como as águas, e a retidão como o ribeiro perene”. Deus quer justiça social, honestidade na vida, proteção dos necessitados, relacionamentos decentes. Sem isto, o louvor é apenas barulho.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Repito o trecho de Amós 5.21-24: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Corra, porém, a justiça como as águas, e a retidão como o ribeiro perene”. Deu para entender? Para nós, cantar é o que de mais importante podemos fazer. Para Deus, o maior culto é o existencial, feito com a vida. Sem ele, o culto vocal lhe irrita.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Entendam bem isto, cantores e compositores: não transformem o culto em entretenimento. Deus se indigna com isto. Vocês se colocarão sob juízo por desvirtuarem algo tão sagrado como o culto e por pensarem que Deus é um pascácio (para a moçada de hoje, que Deus é um “mané”). Santifiquem-se, aprumem suas vidas, percam o estrelismo e o artistismo. Antes de serem adoradores (que não é tão relevante assim), sejam servos. Deus se irrita com o barulho do louvor entretenimento, sem santidade. Aliás, muita gente se irrita com o barulho, de qualquer maneira, porque tem ouvidos sadios. Lembrem-se que é falsa a afirmação “Eu canto pra Deus, e não para os homens”. Então vá cantar no banheiro. Mas se você serve (deixemos o neopentecostalês de “ministra”) é servo da igreja, não deve se impor a ela, mas realmente ser servo dela. Você não quer a ditadura da naftalina, amém? (Pronto, usei um neopentecostês, no hábito de terminar toda pergunta com “amém”). Então, permita-me usar a minha: “Não quero a ditadura do cueiro, amém?”. Ah, sim, “cueiro” não é palavrão. Sua mãe e sua avó sabem do que falo.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Mudemos o foco atual de nossos cultos, tirando-o do entretenimento, do que faz bem a uma faixa etária, e vejamos o culto como um pecúlio de toda a igreja e como algo que deve produzir em nós um impacto espiritual que nos leve a clamar por pureza de vida. Era isso que Deus queria: que o culto fosse transformador da vida, e não ato de exibicionismo manipulador e gratificador de emoções. Não quero ser manipulado nem vou à igreja para ver estrelas ou receber entretenimento. E prezo retidão. Quero ser edificado, e muitas vezes saio frustrado. A artificialidade me deprime.</p>
<p style="margin-top: 0.7em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.7em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; padding: 0px;">Eis minha ponderação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://radioitaperunafm.com/site/2009/11/22/uma-ponderacao-sobre-o-adoracionismo-de-nossas-igrejas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
